Refletir, é preciso…

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Refletir é pensar sobre as coisas, a realidade que nos rodeia. Podemos estar a falar de atitudes, comportamentos, temas relevantes que despertam a nossa atenção, da personalidade dos outros ou da forma como vamos arranjar solução para o tal problema que temos no dia-a-dia. No nosso quotidiano somos constantemente confrontados com a necessidade de refletir.

Os professores, formadores e todos os especialistas na área da educação e formação deparam-se cada vez mais com a dificuldade que os adolescentes têm em pensar, até refletir antes de agir. Parece ser mais fácil indicar, referir, repetir o conhecimento que nos foi transmitido, do que refletir, comentar, dar a opinião, utilizar argumentos pessoais com base na própria experiência e falar sobre si próprio. Será que a escola, a família e a sociedade em geral, estão mais preocupados com o fato das suas crianças, adolescentes e um dia adultos, saberem muita coisa, ao invés de pensarem sobre essas mesmas coisas? Ou serão as novas tecnologias e o acesso facilitado a todas as áreas do saber que descomprometem as crianças e jovens desta necessidade?

Para Carl Rogers (1902 – 1987), psicoterapeuta, a verdadeira aprendizagem era mais que a mera aquisição de conhecimentos, propondo este uma superação do modelo passivo, memorístico e mecânico tradicional, por meio de uma aprendizagem vivencial, porque a educação não é adestramento, tornar destro, mas sim a capacidade de evoluirmos enquanto pessoas, construir o nosso próprio caminho.

Não será mais pertinente ajudar as nossas crianças, que um dia serão os nossos adultos, a pensar por si próprios? Pois é, preparar pessoas, seres humanos responsáveis, deverá começar por ensinar aos mais pequenos a importância de refletir sobre as suas atitudes e as atitudes dos outros, sobre a diferença e a forma de lidar com esta, sobre temas como o racismo, preconceito, guerras, entre tantos outros que invadem a nossa vida todos os dias.

Desde cedo é preciso utilizar estratégias, talvez baseadas em métodos ativos que conduzam à reflexão, para que mude alguma coisa. Isto deve começar em casa, desenvolvendo-se na escola e na própria comunidade. Para tal, os pais, educadores, professores e todos os adultos que de certa forma são responsáveis por educar/ensinar crianças e jovens, devem, antes de mais, orientar, acompanhar, provocar a modificação destes enquanto pessoas, o que permitirá alterar comportamentos e atitudes perante a vida em comunidade.

Criar boas pessoas, conscientes e com comportamentos assertivos deverá ser prioridade. Refletir, continua a ser preciso!

Lucélia Rosado, formadora e colaboradora na Sociedade do Bem

Imagem daqui

Publicado originalmente em Tribuna Alentejo

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