Perspetivas de futuro

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Todos sabemos que a realidade complexa que nos rodeia torna-se muitas vezes um fardo pesado para os adultos, principalmente para aqueles que têm crianças a seu cargo. Muitas vezes, em prol do trabalho e da melhoria das condições financeiras, deixamos as nossas crianças entregues à escola, ao ATL, aos jogos de telemóvel, consola, internet e televisão, passando para estas o fardo pesado desse mesmo trabalho, da falta de meios económicos, das contas para pagar, da nossa precariedade e da inevitável falta de tempo para estarmos com as nossas crianças.

Cada vez mais notamos a falta de perspetiva dos jovens, tavez por ouvirem os pais/adultos lamentar-se, ou pela conjuntura atual, estes tendem a ficar desacreditados com o futuro, com a falta de oportunidades e cresce a ideia de que “estudar, para quê? Não há emprego…”.

Neste contexto de inércia, pessimismo e descrédito, urge mudar alguma coisa, pois, caso contrário, para além da falta de oportunidades começamos a detetar cada vez mais a falta de valores.

Pensar de outra forma, contrariar os sentimentos negativos e ver os problemas com outros olhos, parece fundamental numa sociedade tão exigente, onde fraquejar não será a solução.

Todos nós conseguimos fazer melhor, todos podemos lutar pelos nossos sonhos, basta apostar nos sentimentos positivos. As nossas crianças e jovens precisam olhar o futuro e somos nós adultos que temos o dever de os ajudar, fazer com que acreditem nas suas capacidades e desenvolvam as suas competências.

Sabemos que as crianças e jovens são os adultos de amanhã, então não esqueçamos de os preparar para serem bons adultos, boas pessoas, com iniciativa, criatividade e capazes de mudar o mundo.

Se motivação é a disposição interna de um organismo para efetuar determinadas ações ou facilitar a sua execução, se esta é a força geradora do comportamento, então arranjemos estratégias para motivar. A escola não pode ser a única responsável por este processo. Aprender música, dança, fazer desporto, ser voluntário, ir ao teatro, conhecer outras realidades, são oportunidades de crescimento e de desenvolvimento de capacidades/talentos que estão à disposição de todos, basta motivar e apoiar. Basta acompanhar e orientar.

Muitas vezes é dos bairros mais problemáticos e desfavorecidos socialmente que vêm os nossos mais talentosos jogadores de futebol, músicos, artistas plásticos…

Nem todos temos que estudar no ensino superior para termos perspectivas de futuro, mas todos temos que lutar por um sonho, por uma oportunidade para fazermos aquilo que gostamos e que pode fazer a diferença entre ficar na inércia e seguir em frente, rumo ao objetivo, ser autónomo, ser bom no que fazemos! E temos tantos exemplos…

Todos temos futuro…

Lucélia Rosado, Formadora e Colaboradora na Sociedade do Bem

Imagem de capa daqui.

Publicado originalmente em Tribuna Alentejo.

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