AS CRIANÇAS E OS POZINHOS DE PERLIMPIMPIM

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A Criatividade é algo que torna o ser humano num ser único e brilhante. É através desta capacidade que o homem está constantemente a construir, a criar, a aprender e ensinar.

As crianças são fontes reluzentes de criatividade, inovação, inspiração e pura frescura mental. Não há nada melhor do que ver as crianças em processos de criação artística. Reparem que mais dificilmente têm ideias preconcebidas, taras e manias que lhes possam limitar a sua criatividade selvagem. O contacto das crianças com as artes torna-os mais curiosos e atentos a novos estímulos.

O foco da sua criação artística pode ser muito vasto quando falamos na arte de desenhar, cantar, representar, tocar um instrumento, dançar, pintar, escrever, inventar ou outro modo de espalhar novos tons de magia através destas e de outras expressões.

As crianças são como mágicos ou fadas e as artes são os “pozinhos de perlimpimpim” da vida, estimule a criatividade nas crianças e deixe-os viajar no mundo da imaginação.

Devemos incentivar as crianças a estar em contacto com o seu mundo imaginário, de fantasia e de criatividade. A arte é considerada um modo de expressão de sentimentos, desejos, sonhos, emoções, cultura, representações da realidade ou da imaginação.

Através da expressão artística, a criança consegue desenvolver (com maior facilidade) novas capacidades e aptidões, nomeadamente na exteriorização do que sente e pensa, na tomada de decisões, na resolução de problemas e influenciando positivamente a aprendizagem.

É de salientar que os pais que levam uma criança a ver uma exposição de fotografia ou uma peça de teatro, por exemplo, estão a promover uma maior diversidade e qualidade intelectual e cultural à criança. Por outras palavras, os pais que colocam a criança num ambiente artístico ou lhe colocam desafios intelectuais tais como se questionar face a uma pintura, escultura, música ou outro meio artístico que prefira, estão a cultivar novas capacidades importantes como adquirir um espírito crítico, mentalidade aberta, capacidade de colocar questões, de fantasiar, etc.

O desenvolvimento expressivo da criança constrói-se através de um jogo simbólico onde a criança transforma perceções reais como por exemplo aquilo que vê (sensoriais), o que sente (emocionais) ou o que pensa (cognições) em representações simbólicas utilizando para esse efeito o desenho, a representação (teatro), dançar, cantar ou outra expressão artística.

Cada criança possui uma maior aptidão face a uma ou mais atividades lúdicas e sabemos que não devemos forçá-las a participar numa atividade que não sintam prazer, mas podemos incentivar a sua descoberta ou desafia-las a experimentar. Nem todos nós gostamos de desenhar ou representar, mas podemos gostar de cantar ou tocar um instrumento musical, tal e qual como as crianças e devemos respeitar essa mesma decisão.

Sabia que cada atividade de expressão artística pode promover o desenvolvimento de várias capacidades nos seus filhos? Passo a exemplificar como algumas dessas atividades lúdicas podem ser uma surpresa na aquisição de novas e preciosas competências, como por exemplo, a música, o teatro e o desenho.

Começo por vos falar de uma forma mais detalhada do desenho, pois consiste na forma de arte mais utilizada pelas crianças em idade pré-escolar e seguidamente aperfeiçoada continuamente após esta etapa de desenvolvimento.

Desenho

É a partir dos 2 anos de idade, sensivelmente, que a criança começa a conseguir agarrar pequenos objetos como um lápis, por exemplo e desenhar pequenos rabiscos. Algumas vezes estes rabiscos acontecem nas folhas de papel, mas rapidamente podem pertencer a locais indesejados como em paredes ou sofás, pois a imaginação é ilimitada como sabemos (para o azar dos pais, por vezes).

Ao longo do desenvolvimento da criança, é normal que os desenhos se tornem mais elaborados, com mais elementos e mais complexos. É de referir que esses desenhos para além de adquirirem outras formas, cores e traços começam a ter significados muito próprios, pois constituem representações mentais como falamos atrás do mundo imaginário ou mesmo emocional da criança. Pode-se dizer que os desenhos infantis funcionam como pequenas janelas para o mundo interno das crianças. O desenho permite à criança desenvolver a sua imaginação, autoconhecimento, perceção e inteligência.

Música

Tocar um instrumento musical consiste numa atividade artística muito poderosa, pois possibilita à criança adquirir uma maior sensibilidade na perceção sonora e espacial, promove a concentração, memória, coordenação motora, disciplina e socialização.

Além disso, a música pode ser um forte aliado para melhorar o desempenho nas disciplinas escolares, como é o caso da matemática, leitura e capacidades linguísticas nas crianças.

Teatro

A expressão dramática permite à criança alargar a sua compreensão do mundo, desenvolver a flexibilidade do pensamento, facilita a empatia mediante a vivência de uma personagem, a qual possibilita a compreensão do outro e oferece novas experiências às crianças. O ambiente que se vive nos grupos escolares de teatro é propício a promover a positividade, a cooperação, autoestima, participação, autodisciplina, a socialização e leitura.

Além disso, representar proporciona à criança um maior treino ao nível da linguagem através de várias técnicas auxiliadoras da representação, como é o caso do treino da dicção, comunicação em público, projeção de voz, entre outras técnicas que mais tarde podem ser potencializadoras na assertividade, na comunicação, etc.

Em suma, as crianças guardam em si uma enorme criatividade e imaginação que deve ser estimulada, pois promove o questionamento, encorajam a autonomia, oferece novas experiências e permite-lhes sonhar.

Joana Fialho, Psicóloga Clínica e Colaboradora da Sociedade do Bem

Imagem de capa daqui.

Crónica publicada originalmente em Tribuna Alentejo.

 

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Tornar a Primavera memorável

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Começou a Primavera!

Não há melhor altura do ano que esta para sair com as crianças e fazer todas as atividades que não pudemos fazer durante o longo período de hibernação a que estivemos sujeitos, entre gorros, cachecóis e camisolas interiores… A temperatura começa a subir, os dias são maiores, o sol aparece mais vezes, as folhas e as flores começam a despontar… e não são só as crianças que ficam mais ativas. Também nos adultos ficam com vontade de sair do casulo!

A Primavera é a altura ideal para explorar a natureza e descobrir algo que nos surpreenda ou inspire. A nós e às crianças. O sofá da sala, as brincadeiras dentro de casa, a televisão… são facilmente substituídos por corridas lá fora, por andar de bicicleta (uma oportunidade para as crianças mais pequenas aprenderem a andar sem as rodas de apoio), jogar à bola no parque, ou simplesmente, redescobrir os tons de verde.

Realizar atividades ao ar livre e contactar com a natureza, aproxima as crianças da fauna, da flora e cria novos laços emocionais e sociais com o mundo ao redor. Há inúmeras atividades que podemos fazer com elas.

Uma sugestão de uma atividade muito simples é explorar insetos, folhas e flores que encontramos na natureza. As crianças podem ir anotando ou desenhando tudo o que viram: Que insetos encontraram mais? Que árvores viram? São árvores de fruto? Que frutos dão? São mistérios que elas estão a desvendar, como verdadeiros detetives ou exploradores da natureza, podendo desta forma aprender (e tanto!) sobre o mundo que está logo ali, ao abrir a porta da rua.

Ao chegar a casa, as crianças podem dar continuidade às aprendizagens, “enchendo” o frasco de vidro com as imagens que observaram e retiveram durante o dia. Uma joaninha, borboletas, formigas? Flores, folhas, nuvens?

Download de folha com frasco de vidro (para imprimir)

Este tipo de brincadeiras desperta a curiosidade das crianças, que sentem necessidade de fazer perguntas cada vez mais profundas acerca do mundo. Brincar e explorar irá tornar esta Primavera memorável… quase tão memorável como o que as crianças irão aprender com todas as maravilhas que esta estação do ano traz.

Susana Pedro, Professora e Fundadora da Sociedade do Bem

Publicado originalmente em Tribuna Alentejo

Imagem de capa daqui.

 

Apertar os nossos laços com as crianças

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De acordo com o dicionário, responsabilidade diz respeito à obrigação que temos de responder pelas nossas próprias ações, assim como pelas ações dos outros. Para Emmanuel Levinas (filósofo), é o eu que suporta outrem, que dele é responsável, pois só assim poderemos apertar os nossos laços enquanto seres humanos.

Neste contexto de responsabilidade comum, surgem cada vez mais problemas que exigem a nossa atenção e compromisso. Numa sociedade exigente e complexa, cabe aos adultos transmitir aos mais novos a importância da responsabilidade para o bem estar comum.

Através do exemplo e do estabelecimento de objetivos e compromissos mútuos podemos fomentar nas crianças esta ideia de responsabilidade pelas suas próprias ações, pelas ações dos outros e por tudo aquilo que será o nosso legado para as gerações futuras.

Em casa, os adultos podem atribuir algumas tarefas simples como forma de começar a responsabilizar a criança para tarefas que dela dependerão. De acordo com a idade e maturidade, fazer a cama, arrumar os brinquedos, ajudar a arrumar a mesa antes e depois das refeições, verificar se o cão ainda tem água ou comida, se o lixo doméstico está a ser separado corretamente, podem ser exemplos de responsabilidades diárias que ajudam a criança a comprometer-se com os outros e a ser responsável.

Desde as questões mais triviais do nosso quotidiano, até à problemática da degradação do planeta, das questões de desigualdade social e discriminição ou da violência sob todas a suas formas, temos o dever de começar a responsabilizar as crianças para a distinção entre uma boa ação e uma má ação, o que pode comprometer a prática do bem e da justiça num determinado contexto.

Separar o lixo doméstico; não deitar lixo nas ruas, florestas e rios; gastar menos água; poupar na eletricidade; ajudar o colega que tem dificuldades em realizar alguma tarefa; não fazer troça de ninguém; respeitar as diferenças; ajudar os avós nas atividades diárias; ouvir os mais velhos; ser solidário com os que mais precisam, são exemplos de condutas responsáveis que podem fazer toda a diferença numa sociedade cada vez mais desigual.

Somos todos responsáveis pela educação dos mais novos e amanhã serão os mais novos os responsáveis pela educação das próximas gerações! O nosso contributo individual deve tornar-se coletivo, motivando uma rede de boas práticas que promovam uma cidadania responsável que pode mudar o mundo!

Somos todos responsáveis…

Lucélia Rosado, Formadora e Colaboradora da Sociedade do Bem

Publicado originalmente em Tribuna Alentejo

Imagem de capa daqui.

 

Porque rir é o melhor remédio!

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“Apesar do hospital não ser um lugar para rir, o Riso deve ter espaço no hospital”

– Sérgio Claramunt

Fazer RIR não é fácil, mas conheci duas pessoas muito especiais que o fazem com muita facilidade: o Dr. Alta-Mente e o Dr. Pessoa Pessoa. Estes dois doutores palhaços são especializados na arte de fazer RIR e, segundo eles, o RISO é um elemento muito importante no processo de tratamento das doenças. Desencadeia uma série de reações fisiológicas que têm efeitos imediatos no paciente – alívio da tensão, diminuição de stress e ansiedade, reforço do sistema imunitário, relaxamento da tensão muscular e diminuição da dor – que melhoram a situação do internado diminuindo a rejeição dos medicamentos e seus efeitos colaterais.

E onde os conheci? Num sítio bastante improvável para conhecer palhaços! No hospital.

Estes doutores palhaços têm como missão contribuir para a melhoria da qualidade de vida das crianças internadas e dos seus familiares, minimizando e aliviando o drama do ambiente hospitalar através da promoção da alegria e brincadeira, do afeto e do calor humano.

E foi isso mesmo que fizeram naquela manhã em que eu esperava ansiosa pela cirurgia do meu filho mais novo. Mesmo não sendo nada complicado (segundo os médicos), pois tratava-se apenas de uma cirurgia aos adenoides e amígdalas, fiquei um pouco nervosa. Coisas de mães! E como mãe só pensava: Será que vai demorar a acordar depois da operação? Como irá acordar? Irá sentir muitas dores? Como será que vai passar as primeiras horas?

Para além disso preocupava-me o facto do rapaz, apenas com três anos, ter já o seu temperamento vincado e como gosta BASTANTE de comer, como lhe iria eu explicar que não poderia comer nada nem beber até ao momento da operação? Ou como lhe poderia eu explicar o que estávamos ali a fazer ou ao que ele iria ser submetido? Com o passar do tempo, não só as crianças, mas também quem os acompanha, e falo por mim, começam a mostrar alguma impaciência, acabamos por estar muito tempo à espera e a ansiedade vai aumentando.

Felizmente naquela manhã estavam lá os doutores palhaços que, a cada quarto em que entravam faziam soar muitas gargalhadas. São pessoas extraordinárias que depositam uma enorme paixão no que fazem. Pessoas que para além das suas vidas conseguem dedicar algum tempo a melhorar a vida dos outros. A melhorar a vida das crianças que estão em internamento, crianças que a cada palavra destes palhaços respondem com um brilho no olhar, que a cada nova brincadeira esquecem por breves momentos o sítio onde estão, que a cada piada que os palhaços dizem RIEM, mas RIEM com verdadeira vontade, como se estes doutores palhaços, nos breves momentos que ali estão, tivessem o poder de os transportar para um mundo imaginário que por instantes se torna mágico.

E porque RIR é algo que podemos fazer sempre que nos apetece sem ter de o justificar a alguém. Porque RIR, está provado, só traz benefícios. Porque RIR desenvolve a o crescimento pessoal e aumenta a auto estima e a confiança convido-vos a conhecer não só o Dr. Alta-Mente e o Dr. Pessoa Pessoa, mas também todos os outros doutores palhaços que fazem parte desta fantástica equipa do Remédios do Riso (http://remediosdoriso.pt/wp/)

Por Vanessa Chinelo, Professora e Colaboradora da Sociedade do Bem

Publicado originalmente em  Tribuna Alentejo

Imagem  daqui.

 

Como encontrar as borboletas da motivação?

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Canetas, cadernos, trabalhos, livros, fichas, TPC´S, mochilas com ou sem rodinhas, peso nas costas, sono, aulas, estudar, dormir, explicações, atividades extracurriculares… Já está cansado/a o suficiente desta enumeração?

As crianças e jovens enfrentam todos os dias desafios constantes no que diz respeito a alcançar as metas curriculares ou as expetativas dos pais e dos seus professores. Todos os dias muitos jovens colocam-me questões, como por exemplo: “E eu? Onde estou eu? O que eu quero? Do que eu gosto?” São estas perguntas que ecoam na mente das crianças. O que sentem quando pensam sobre estes pontos de interrogação dos vossos filhos?

Coloquem um adulto a fazer algo com que eles não se identifiquem ou não consigam sentir qualquer prazer ou ganho pessoal a fazê-lo… Vai correr mal, não é? É daquelas verdades matemáticas, exatas e precisas. Agora imaginem uma criança… não vai mesmo correr bem, pois não?

As crianças dos 6 aos 12 anos e especialmente os adolescentes, encontram-se numa odisseia de sensações, de pensamentos, de ideias em construção, a descobrir se gostam mais de uma coisa em detrimento de outra, a encontrarem o seu lugar neste grande mundo. Depois os adultos, que geralmente são pais ou educadores, dizem: “Tens de tirar nota 5 a tudo”, “Tens de ser o melhor aluno da turma”, “Tens de perceber que sem estudos não vais a lado nenhum” e por aí fora. Apesar de pensarem que estão a ajudar, a fazer aquela pressão de motivação a jacto ou a agitar a consciência dos filhos… saibam que isso não vai modificar absolutamente… nada (ou se mudar chama-se Motivação Extrínseca).

É claro que podemos ir motivando os nossos filhos, mas nunca de uma forma autoritária como os exemplos que dei atrás… façam-nos refletir o porquê de estudar, o quão é importante para conseguirem alcançar os seus objetivos a curto-prazo… sim, leram bem, a curto-prazo. Se muitas vezes os próprios adultos ainda não sabem muito bem o que escolher na sua vida pessoal e profissional, temos de ser compreensivos com a construção de objetivos de vida dos nossos filhos.

Porquê? Porque se hoje gostavam de estudar para serem arquitetos daqui a algum tempo podem descobrir que o seu futuro está delineado para serem professores, por exemplo. Pelo menos de três em três meses, sensivelmente, fale com o seu filho sobre os seus interesses e descubra quais as descobertas que ele fez, seja a nível escolar, nas suas atividades extracurriculares ou noutros contextos.

Como identificar uma criança que não está motivada?

– Escolhem atividades que,na maioria das vezes, são muito facéis de concretizar;

– Precisam de muito incentivo, pela parte dos adultos, para começarem uma determinada tarefa;

– Demonstram o mínimo de esforço possivel;

– Apresentam uma atitude negativa ou apática em relação à aprendizagem e trabalho escolar;

– Desistem facilmente face uma determinada dificuldade sentida na tarefa que estão a realizar;

– Não terminam as tarefas.

Como podemos motivar as nossas crianças e jovens?

Aqui ficam algumas estratégias para ajudar na motivação face ao estudo:

– A estratégia mais importante consiste em adaptar as suas expetativas às capacidades, particularidades , gostos e competências do seu filho. Conheça-o;

– Não critique a criança. Comunique de forma calma e honesta com seu filho sobre os seus interesses, competências. Também é importante falar sobre as atividades ou tarefas onde a criança deposita um menor interesse e atenção. Compartilhe as suas opiniões tendo como ponto de partilha as atitudes e comportamentos do seu filho. Por exemplo: Se o seu filho não gosta de Matemática, tente entender o por quê de ele não gostar. Muitas vezes as crianças não sabem que gostam de uma determinada disciplina até a entenderem ou dominarem as matérias e se sentirem capazes e confiantes face a essa disciplina;

– Ajude a criança a delinear os seus objetivos ou metas. Sentem-se lado a lado, num dia mais livre e com ambiente calmo e sem pressas, comuniquem e coloque em papel os objetivos delineados pelo seu filho. Está comprovado que quando escrevermos objetivos existe um maior propensão para a realização eficaz dos mesmos. Coloque a folha dos objetivos num local visível e onde possa ser observado muitas vezes, como por exemplo, no frigorífico;

– Evite castigos ou recompensas (podem funcionar bem como motivação extrínseca, mas a longo-prazo não são rentáveis nem em manutenção ou promoção de autonomia ou autoconfiança). Incentive-o a fazer por si mesmo, pelos objetivos delineados, preferencialmente;

– Crie uma rotina de estudo saudável. Marque uma hora para a criança estudar todos os dias. A criança não deve estudar após o regresso da escola, deixe-o descansar, comer, fazer uma atividade prazerosa e depois pode estudar. O estudo deve ser feito durante 30 minutos, seguidos de uma pausa com 10 minutos. Porquê? Porque se fizer dois blocos de estudo de 30 minutos a capacidade de atenção é mantida e existe uma maior eficácia na retenção da matéria estudada;

– Quando o seu filho se mostra frustrado face a alguma determinada tarefa escolar, tente descobrir o porquê, incentive-o a ser autónomo e a não desistir face a adversidades.

Resumidamente… se o seu filho vier da escola e não vier cansado e com um sorriso nos lábios, estranhe. Espero que estas estratégias sejam úteis e agradáveis para vocês conseguirem ajudar os vossos filhos a encontrar aquelas duas borboletas simpáticas que habitam no nosso coração que se chamam “motivação” e “prazer”.

Cultivem o gosto pelo saber nas crianças.

Por Joana Fialho, Psicóloga Clínica e Colaboradora na Sociedade do Bem.

Imagem de capa daqui.

Publicado originalmente em Tribuna Alentejo.