Quando for grande vou ser…

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“Mãe! Quero ser astronauta!” – Disse-me o meu filho mais velho um dia destes.

Astronauta? Questionei!

“Sim, acho que deve ser giro andar no espaço com aqueles fatos especiais e com aqueles capacetes enormes. Deve ser giro poder viajar numa nave, ou num foguetão, ver a terra lá de cima, conhecer outros planetas, descobrir coisas que aqui ainda ninguém sabe”. – Respondeu-me.

Percebi e partilhei do seu entusiasmo. Sim, aos olhos de uma criança, e não só, ser astronauta deve ser fantástico. Não me fascina tanto o fato ou o capacete enorme, até acho que deve ser um pouco incómodo, mas a imagem da terra vista do espaço, deve ser realmente fenomenal. Nunca pensei muito nesta profissão, quando era pequena ambicionava outras, mais femininas, claro está, como por exemplo: cantora, bailarina, cabeleireira…

O meu filho nunca antes tinha comentado comigo nada do género, para ser sincera eu também nunca lhe tinha perguntado.

Já tinha dado por mim, algumas vezes, a pensar no que se tornariam profissionalmente os meus filhos quando crescessem. Acho que já todas as mães pensaram. É inevitável!

Dei por mim a imaginar que ele seria chefe de cozinha, pois adora ajudar-me na preparação das refeições.

Dei por mim a imaginar que ele seria dentista, pelo à vontade e gosto que mostra nas vezes que vai ao consultório.

Imaginei-o como bombeiro pela a admiração que olha sempre que nos cruzamos com algum.

Talvez polícia. Porque sim, porque muitos miúdos querem ser polícias.

Veterinário, também encaixa na perfeição pois adora e sabe o nome de todos os animais.

Cientista ou investigador, pela curiosidade que tem por tudo. Pelos seus porquês!

Mas a que tem a minha preferência é pediatra. Sim imaginei-o pediatra, não por alguma razão em especial, mas pelo menos, eu não sofria tanto pelos meus netos estarem doentes como sofro com os meus filhos.

Para ser sincera não me importo muito com a profissão que o meu filho mais velho terá. Para mim o importante é que ele goste do que faça.

Que ele tenha a possibilidade de escolha. A possibilidade que os meus pais também me deram a mim. E escolha com a certeza de que aquilo sim, o realiza, pois mais importante do que o salário mensal, mais importante que o estatuto que lhe dará uma profissão, é que sinta que é feliz, que sinta vontade de se levantar todas as manhãs para ir trabalhar e que chegue a casa no final do dia sempre com um sorriso estampado no rosto.

Acho que não nos devemos importar muito com a futura profissão dos nossos filhos, pelo menos quando ainda são pequenos, acho que o importante é conseguirmos transmitir-lhes que independentemente das suas escolhas terão sempre o apoio incondicional dos pais.

Eu aqui estarei, na devida altura, na profissão de mãe, de amiga, de conselheira, sempre pronta a apoiar as suas decisões.

Vanessa Chinelo, Professora e Colaboradora da Sociedade do Bem

Imagem daqui.

Crónica publicada originalmente em Tribuna Alentejo.

 

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