Tornar a Primavera memorável

boytree

Começou a Primavera!

Não há melhor altura do ano que esta para sair com as crianças e fazer todas as atividades que não pudemos fazer durante o longo período de hibernação a que estivemos sujeitos, entre gorros, cachecóis e camisolas interiores… A temperatura começa a subir, os dias são maiores, o sol aparece mais vezes, as folhas e as flores começam a despontar… e não são só as crianças que ficam mais ativas. Também nos adultos ficam com vontade de sair do casulo!

A Primavera é a altura ideal para explorar a natureza e descobrir algo que nos surpreenda ou inspire. A nós e às crianças. O sofá da sala, as brincadeiras dentro de casa, a televisão… são facilmente substituídos por corridas lá fora, por andar de bicicleta (uma oportunidade para as crianças mais pequenas aprenderem a andar sem as rodas de apoio), jogar à bola no parque, ou simplesmente, redescobrir os tons de verde.

Realizar atividades ao ar livre e contactar com a natureza, aproxima as crianças da fauna, da flora e cria novos laços emocionais e sociais com o mundo ao redor. Há inúmeras atividades que podemos fazer com elas.

Uma sugestão de uma atividade muito simples é explorar insetos, folhas e flores que encontramos na natureza. As crianças podem ir anotando ou desenhando tudo o que viram: Que insetos encontraram mais? Que árvores viram? São árvores de fruto? Que frutos dão? São mistérios que elas estão a desvendar, como verdadeiros detetives ou exploradores da natureza, podendo desta forma aprender (e tanto!) sobre o mundo que está logo ali, ao abrir a porta da rua.

Ao chegar a casa, as crianças podem dar continuidade às aprendizagens, “enchendo” o frasco de vidro com as imagens que observaram e retiveram durante o dia. Uma joaninha, borboletas, formigas? Flores, folhas, nuvens?

Download de folha com frasco de vidro (para imprimir)

Este tipo de brincadeiras desperta a curiosidade das crianças, que sentem necessidade de fazer perguntas cada vez mais profundas acerca do mundo. Brincar e explorar irá tornar esta Primavera memorável… quase tão memorável como o que as crianças irão aprender com todas as maravilhas que esta estação do ano traz.

Susana Pedro, Professora e Fundadora da Sociedade do Bem

Publicado originalmente em Tribuna Alentejo

Imagem de capa daqui.

 

Anúncios

Apertar os nossos laços com as crianças

untitled_design_25_0.jpg

De acordo com o dicionário, responsabilidade diz respeito à obrigação que temos de responder pelas nossas próprias ações, assim como pelas ações dos outros. Para Emmanuel Levinas (filósofo), é o eu que suporta outrem, que dele é responsável, pois só assim poderemos apertar os nossos laços enquanto seres humanos.

Neste contexto de responsabilidade comum, surgem cada vez mais problemas que exigem a nossa atenção e compromisso. Numa sociedade exigente e complexa, cabe aos adultos transmitir aos mais novos a importância da responsabilidade para o bem estar comum.

Através do exemplo e do estabelecimento de objetivos e compromissos mútuos podemos fomentar nas crianças esta ideia de responsabilidade pelas suas próprias ações, pelas ações dos outros e por tudo aquilo que será o nosso legado para as gerações futuras.

Em casa, os adultos podem atribuir algumas tarefas simples como forma de começar a responsabilizar a criança para tarefas que dela dependerão. De acordo com a idade e maturidade, fazer a cama, arrumar os brinquedos, ajudar a arrumar a mesa antes e depois das refeições, verificar se o cão ainda tem água ou comida, se o lixo doméstico está a ser separado corretamente, podem ser exemplos de responsabilidades diárias que ajudam a criança a comprometer-se com os outros e a ser responsável.

Desde as questões mais triviais do nosso quotidiano, até à problemática da degradação do planeta, das questões de desigualdade social e discriminição ou da violência sob todas a suas formas, temos o dever de começar a responsabilizar as crianças para a distinção entre uma boa ação e uma má ação, o que pode comprometer a prática do bem e da justiça num determinado contexto.

Separar o lixo doméstico; não deitar lixo nas ruas, florestas e rios; gastar menos água; poupar na eletricidade; ajudar o colega que tem dificuldades em realizar alguma tarefa; não fazer troça de ninguém; respeitar as diferenças; ajudar os avós nas atividades diárias; ouvir os mais velhos; ser solidário com os que mais precisam, são exemplos de condutas responsáveis que podem fazer toda a diferença numa sociedade cada vez mais desigual.

Somos todos responsáveis pela educação dos mais novos e amanhã serão os mais novos os responsáveis pela educação das próximas gerações! O nosso contributo individual deve tornar-se coletivo, motivando uma rede de boas práticas que promovam uma cidadania responsável que pode mudar o mundo!

Somos todos responsáveis…

Lucélia Rosado, Formadora e Colaboradora da Sociedade do Bem

Publicado originalmente em Tribuna Alentejo

Imagem de capa daqui.

 

Porque rir é o melhor remédio!

pintu1.jpg

“Apesar do hospital não ser um lugar para rir, o Riso deve ter espaço no hospital”

– Sérgio Claramunt

Fazer RIR não é fácil, mas conheci duas pessoas muito especiais que o fazem com muita facilidade: o Dr. Alta-Mente e o Dr. Pessoa Pessoa. Estes dois doutores palhaços são especializados na arte de fazer RIR e, segundo eles, o RISO é um elemento muito importante no processo de tratamento das doenças. Desencadeia uma série de reações fisiológicas que têm efeitos imediatos no paciente – alívio da tensão, diminuição de stress e ansiedade, reforço do sistema imunitário, relaxamento da tensão muscular e diminuição da dor – que melhoram a situação do internado diminuindo a rejeição dos medicamentos e seus efeitos colaterais.

E onde os conheci? Num sítio bastante improvável para conhecer palhaços! No hospital.

Estes doutores palhaços têm como missão contribuir para a melhoria da qualidade de vida das crianças internadas e dos seus familiares, minimizando e aliviando o drama do ambiente hospitalar através da promoção da alegria e brincadeira, do afeto e do calor humano.

E foi isso mesmo que fizeram naquela manhã em que eu esperava ansiosa pela cirurgia do meu filho mais novo. Mesmo não sendo nada complicado (segundo os médicos), pois tratava-se apenas de uma cirurgia aos adenoides e amígdalas, fiquei um pouco nervosa. Coisas de mães! E como mãe só pensava: Será que vai demorar a acordar depois da operação? Como irá acordar? Irá sentir muitas dores? Como será que vai passar as primeiras horas?

Para além disso preocupava-me o facto do rapaz, apenas com três anos, ter já o seu temperamento vincado e como gosta BASTANTE de comer, como lhe iria eu explicar que não poderia comer nada nem beber até ao momento da operação? Ou como lhe poderia eu explicar o que estávamos ali a fazer ou ao que ele iria ser submetido? Com o passar do tempo, não só as crianças, mas também quem os acompanha, e falo por mim, começam a mostrar alguma impaciência, acabamos por estar muito tempo à espera e a ansiedade vai aumentando.

Felizmente naquela manhã estavam lá os doutores palhaços que, a cada quarto em que entravam faziam soar muitas gargalhadas. São pessoas extraordinárias que depositam uma enorme paixão no que fazem. Pessoas que para além das suas vidas conseguem dedicar algum tempo a melhorar a vida dos outros. A melhorar a vida das crianças que estão em internamento, crianças que a cada palavra destes palhaços respondem com um brilho no olhar, que a cada nova brincadeira esquecem por breves momentos o sítio onde estão, que a cada piada que os palhaços dizem RIEM, mas RIEM com verdadeira vontade, como se estes doutores palhaços, nos breves momentos que ali estão, tivessem o poder de os transportar para um mundo imaginário que por instantes se torna mágico.

E porque RIR é algo que podemos fazer sempre que nos apetece sem ter de o justificar a alguém. Porque RIR, está provado, só traz benefícios. Porque RIR desenvolve a o crescimento pessoal e aumenta a auto estima e a confiança convido-vos a conhecer não só o Dr. Alta-Mente e o Dr. Pessoa Pessoa, mas também todos os outros doutores palhaços que fazem parte desta fantástica equipa do Remédios do Riso (http://remediosdoriso.pt/wp/)

Por Vanessa Chinelo, Professora e Colaboradora da Sociedade do Bem

Publicado originalmente em  Tribuna Alentejo

Imagem  daqui.

 

AS CRIANÇAS TÊM VOZ

ssss

 

Ainda antes de conseguirem traduzir por palavras as suas emoções, as crianças começam a comunicar e a interagir com o meio envolvente. Com a aquisição e o domínio da linguagem, a forma como comunicam torna-se cada vez mais elaborada e torna-se mais fácil para elas exprimirem o que sentem e pensam – a forma como se percecionam a si e ao mundo -, surpreendendo-nos não raras vezes com as suas observações e considerações. Os temas podem ir desde o lanche que levam para a escola, passando pelos currículos escolares, até à apresentação de soluções para promover um ambiente de paz para toda a Humanidade.

As crianças têm voz.

Desde cedo devemos incentivá-las a não recear ter uma opinião e uma palavra a dizer sobre o mundo que as rodeia. Não devemos educar as crianças pensando somente na pessoa adulta que um dia elas serão. É importante mostrar-lhes que a partilha da sua visão em relação ao (seu) universo é importante e esse caminho deverá ter início ainda antes de as crianças começarem a desenvolver um sentimento de pertença em relação à família, depois à escola e à comunidade.

Se um dos pressupostos dos programas da Sociedade do Bem é dar voz às crianças, no programa “Pela Música” queremos projetar ao máximo essa voz. O ponto de partida foi a Escola e as emoções que as diferentes experiências que estão associadas a este espaço podem criar nelas. Perguntámos às crianças o que desperta nelas diferentes emoções, como a alegria, a raiva ou a vergonha e percebemos que as crianças da turma em que implementámos o programa têm em comum o facto de se sentirem felizes quando estão com os amigos, quando brincam, quando aprendem coisas novas ou quando têm Estudo do Meio… Por outro lado, sentem-se tristes quando não têm ninguém para brincar, quando se sentem humilhadas ou quando têm más notas, zangadas quando lhes batem ou mexem nas suas coisas sem pedir, etc.

Do encontro do que têm em comum, da partilha da visão do que é mais importante para construir uma Escola com um ambiente mais positivo, partimos para a criação de uma música com que todas as crianças se identificassem e cuja letra refletisse não só a forma como se sentem na Escola, mas sobretudo a forma como gostariam de se sentir. Desta forma, cantar a música criada em grupo, permitiu aprofundar laços de amizade e de cumplicidade entre estas crianças, reunidas em torno de uma espécie de hino no qual se reveem e sentem orgulho.

As vozes das crianças, unidas em sintonia para dar sentido às palavras contidas na música, contribui para o seu desenvolvimento pessoal e social. A música, para além de reforçar os laços que unem estas crianças, cria espaço para a compreensão das situações que todas elas, em maior ou em menor grau, vivem no dia a dia.

A nossa voz é um instrumento poderoso.

Se estiver aliada à linguagem universal que é a música, maior será o seu poder e alcance para transformar o mundo. Deixemos as crianças terem a sua própria voz e transmitir as suas ideias para caminharmos para a construção de um mundo melhor. Temos muito a aprender com elas.

Vídeo do 1.º Ensaio da Canção da Turma: “Espalhar Alegria”

Agradecimento especial ao Mentor/Heartbuilder Manuel Guerra

https://www.facebook.com/sociedadedobem.org/videos/516447081864857/

Susana Pedro, professora e fundadora da Sociedade do Bem

Publicado originalmente em Tribuna Alentejo

COMO SE CONSTRÓI UM CORAÇÃO

Não pode haver maior dom do que o de dar o próprio tempo e energia para ajudar os outros, sem esperar nada em troca.” – Nelson Mandela

Não foi há assim tanto tempo mas parece que foi.

Foi em abril que demos início ao nosso primeiro programa, numa turma de 2.º ano, com crianças entre os 7 e os 8 anos… Todos os focos estavam virados para aquele grupo de crianças e durante semanas planeámos ao detalhe as atividades e festejámos de cada vez que alguma criança dizia uma frase como: “A escola seria só paz e sossego se todos nos soubéssemos colocar no lugar dos outros…” Com elas rimos, com elas chorámos… e com elas aprendemos. Mais do que imaginámos ao princípio.

Quando convidámos o nosso primeiro Heartbuilder não sabíamos que tipo de atividade prática iria ele propor desenvolver. Foi após o primeiro contacto com as crianças que ele me perguntou: “E se estas crianças fizessem uma atividade em que pudessem perceber como é simples tornar a vida de alguém mais especial? Que quando tornamos a vida dos outros um pouco mais feliz, ficamos um pouco mais felizes também?”

Daí até desafiarmos as crianças a criarem um postal para enviarem a quem gostassem de ver um pouco mais feliz foi um passo: a avó que mora sozinha, o tio que está no hospital, a amiga que foi morar para outro país… E foram todos, em segredo – para não estragar a surpresa -, com uma grande missão: descobrir a morada onde o envelope com imagens de esperança e palavras de carinho, seria entregue.

Foi na volta do correio que chegaram as respostas que no último dia de aulas entregámos às crianças, em mão, num envelope fechado. E eram palavras de saudade que lá vinham. E eram fotografias de momentos felizes. E lembranças de tempos passados e desejos para o futuro. E eram olhos pequeninos que brilhavam enquanto todos percebiam, agora na pele, que era verdade: que pequenos gestos podem levar a grandes alegrias, principalmente quando não se espera nada em troca!

Partilho com todos os que seguem, atentos, o nosso projeto e as nossas atividades, algumas palavras e algumas imagens que por si só mostram bem “como se constrói um coração”, terminando com um especial agradecimento ao primeiro Heartbuilder da Sociedade do Bem, o Henrique Sim-Sim, que deu o melhor de si a todas estas crianças.

Olá amor.

Gostei do teu postal.

Tu sabes que eu te amo muito, és o meu príncipe.

Vai esta surpresa.

Sei que vais gostar, a fotografia tua com a prima quando eram pequenos.

Sei que a vais guardar bem.

Beijinhos meu amor.

Até às férias.

Avó Ana.

Susana Pedro, professora e fundadora da Sociedade do Bem

Publicado originalmente em Tribuna Alentejo

Imagem: Sociedade do Bem

 

A história do João

“A nossa função não é ensinar as crianças a enfrentar um mundo cruel e desumano.

A nossa função é criar crianças que vão fazer do mundo um lugar um pouco menos cruel e desumano.”

L. R. Knost

joao

O que é a Sociedade do Bem?

O que fazemos nós para fazer cumprir a missão de desenvolvermos a empatia, o altruísmo e a positividade nas crianças, através do exemplo?

Escolhi explicar-vos hoje este conceito através da história do João. Não é a primeira vez que a conto porque sinto que ilustra de forma clara o problema de défice de literacia emocional que a Sociedade do Bem previne nas crianças:

O pequeno João tinha 4 anos quando entrou para o pré-escolar. A educadora e a auxiliar brincavam muito com ele, envolviam-no nas atividades de grupo e tentavam sempre despertar no João o gosto por aprender, por partilhar… Sempre que o viam triste, reconfortavam-no e sempre que se zangava elas tentavam acalmá-lo… Todos os dias os pais procuravam saber como tinha corrido o dia ao seu filho: Será que ele se dá bem com as outras crianças? Interage com os outros de uma forma positiva? E os outros brincam com ele?

O João tem agora 6 anos e já vai para o 1º ano. Agora é que é a sério, é o que toda a gente lhe diz. A professora já não é a mesma e não há nenhuma auxiliar na sala de aula. A professora tem a missão de ensinar 25 crianças da idade do João a ler, a escrever, a contar… Português. Matemática. Estudo do Meio… Sem que notem, os pais vão começar a fazer perguntas diferentes. De “Será que o meu filho é um bom menino” irão passar a querer saber “Será que o meu filho é um bom aluno? Será que vai ter sucesso um dia quando crescer?”

E é a partir daqui que o sucesso passa a ser medido pelos resultados escolares, já que um dia, quando o pequeno João for um homem, o sucesso será medido pela profissão que alcançar, pelos títulos que juntar e não pelo sentido e significado da vida.

Querem saber quem é o João?

Toda a gente o conhece. O João é aquela criança que vive na nossa casa ou que vemos crescer, mais de perto ou mais de longe… É a criança que ainda não tem ferramentas para lidar com emoções como o medo ou a raiva… que não tem na escola tempo ou espaço para poder confiar, refletir, agir, para se colocar no lugar do outro, para ver de diferentes perspetivas…

Ao João é-lhe dito que as emoções devem ficar em casa, na esfera privada. Que chorar é coisa de bebés e que devemos esconder aquilo que sentimos. É por isso que às vezes fica agressivo. Porque essa é a única forma que conhece para lidar com o que sente quando fica zangado. Aprender a sentir empatia é como aprender a tocar um instrumento. Tem de se praticar. Não basta dizer às crianças que elas não devem fazer aos outros aquilo que não gostariam que lhes fizessem a elas.

Na Sociedade do Bem desenhamos programas que combatem a iliteracia emocional das crianças, partindo-se da criação de um ambiente de confiança, para que se possa aprofundar a construção de cenários, jogos e dinâmicas em que todas as crianças se sintam à vontade para participar. A reflexão e o desafio à ação são uma constante.

Acreditamos no poder transformador deste projeto não só na vida do João mas como na vida de todas as crianças.

Os planos, os projetos e os objetivos traçados por quem está do lado de dentro deste projeto – carinhosamente batizado com o nome Sociedade do Bem -, não são definidos com a aproximação da passagem de ano nem se baseiam em desejos (embora eles existam e são tantos!). O início de uma nova etapa da Sociedade do Bem é marcado pelo começo de mais um ano letivo, altura em que tantas crianças regressam à escola e outras, lá vão pela primeira vez, com os olhos a brilhar na ânsia de descobrirem agora um novo mundo!

É muito antes de o ano letivo começar que lançamos mãos à obra: Em que turmas iremos implementar os programas? Quem iremos convidar para ser heartbuilders (ou mentor de cada programa)? E os temas quais serão? E que atividades vamos incluir em cada programa? E no meio de tantas ideias que surgem sentimos entusiasmo, otimismo e confiança no poder que a Sociedade do Bem tem para influenciar de uma forma positiva a vida destas crianças. E não só no ano letivo em que se implementa o programa de desenvolvimento emocional e social, mas para o resto das suas vidas.

Começa agora um novo ano letivo.

Feliz 2015/16 para todos aqueles que fazem da educação a sua casa!

Susana Pedro, professora e fundadora da Sociedade do Bem

Publicado originalmente no Tribuna Alentejo

Imagem www.huffingtonpost.com